Quem me conhece e comigo priva, sabe que neste último ano minhas leituras pastorais têm incidido sobre autores cujos ministérios cristãos se situaram em até 200 anos depois da reforma protestante do séc XVI (31.Outubro.1517). Entre os que tenho lido fora dessa "janela de tempo" Spurgeon é uma das poucas excepções. Charles Haddon Spurgeon, comumente referido como C. H. Spurgeon, foi um Pregador Batista Reformado. Nasceu : 19 de junho de 1834. Morreu: 31 de janeiro de 1892 (Inglaterra). Em pleno século XIX, e tendo vivido apenas 58 anos, ele foi realmente "o príncipe dos pregadores". Que ministério admirável ! Veja alguns detalhes:
- aos 15 anos, aceitou Jesus como Salvador.
- Evangelista muito ativo: distribuição de folhetos, ensinar na Escola Dominical, etc
- O sermão inaugural de Spurgeon, ocorreu em 18 de dezembro de 1853, na Park Street Chapel, que tinha sido uma das maiores igrejas da Inglaterra. Tinha 1.200 lugares, mas contava com pouco mais de 100 pessoas.
O Tabernáculo Metropolitano nos tempos de Spurgeon (interior)
Fachada principal do Tabernáculo Metropolitano, nos dias de hoje.
(Wikipedia) : “Suas pregações eram tão eletrizantes e intensas que, dois anos depois de seu primeiro sermão, Spurgeon, então com 20 anos, foi convidado a assumir o púlpito da Igreja Batista de Park Street Chapel, em Londres . . . Nos anos que se seguiram, o templo, antes vazio, não suportava a audiência, que chegou a dez mil pessoas, somada a assistência de todos os cultos da semana. O número de pessoas era tão grande que as ruas próximas à igreja se tomaram intransitáveis. Logo, as instalações do templo ficaram inadequadas, e, por isso, foi construído o grande Tabernáculo Metropolitano, com capacidade para 12 mil ouvintes. Mesmo assim, de três em três meses, Spurgeon pedia às pessoas que tivessem assistido aos cultos naquele período, que se ausentassem a fim de que outros pudessem estar no templo para conhecer a Palavra”.
- escreveu 135 livros durante 27 anos (1865-1892)
- editou uma revista mensal denominada "A Espada e a Espátula".
- Seus vários comentários bíblicos ainda são muito lidos.
(Wikipedia): “Até o último dia de pastorado, Spurgeon batizou quase 15 mil pessoas. Na ocasião em que ele morreu - 11 de fevereiro de 1892 -, seis mil pessoas leram diante de seu caixão o texto de sua conversão, Isaías 45.22a: Olhai para mim e sereis salvos, vós todos os termos da terra”.
EPISÓDIO CARICATO NA VIDA DE SPURGEON,
com uma pessoa que só falava mal dele:
Um comerciante de Londres não suportava Spurgeon e o hostilizava de todas as maneiras que podia. Invejoso da popularidade do pregador (o qual atraía multidões e já era conhecido no mundo todo), este homem deu-se ao trabalho de publicar num jornal toda a sua diarreia verbal, denegrindo o servo de Deus. Na primeira vez que aquela infeliz prosa saíu a público, Spurgeon escreveu um pequeno bilhete de resposta ao comerciante-autor-difamador, e fez com que lhe fosse entregue em mãos. O bilhete, curtíssimo, dizia somente: "Caro senhor________: obrigado por suas opiniões tão lisonjeiras a meu respeito. Eu mesmo não tenho sobre mim um conceito tão alto. Pode continuar falando . . . É muito melhor que você fale mal de mim p'ra todo o mundo do que todo o mundo falar mal de mim a você" - Charles Haddon Spurgeon.
O que vai ler a seguir é transcrição de parte de um artigo mais longo, que SPURGEON escreveu, intitulado "Homens em adversidade" e o sub-título "Cães não comem cães, mas os homens se devoram" . Coloco à sua disposição e . . . BOM PROVEITO !
Seu amigo
Rev. Moura Gonçalves
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para ler o artigo de C.H.Spurgeon