Provavelmente não há outro campo de actividade humana em que haja tanto desperdício como no campo da religião. É inteiramente possível desperdiçar uma hora na igreja, e mesmo numa reunião de oração. Não devemos esquecer-nos de que uma pessoa pode frequentar uma igreja a vida toda, sem que a sua vida melhore em nada. Na igreja de tipo comum, em que ouvimos as mesmas orações repetidas todos os domingos, ano após ano, pode-se suspeitar que não há a mais remota expectativa de que venham a ser respondidas. A impressão que se tem é que basta que tenham sido verbalizadas. A frase familiar, o tom religioso, as palavras carregadas de emoção têm o seu efeito superficial e temporário, mas o adorador não fica mais perto de Deus, nem moralmente melhor, nem mais seguro do céu do que antes. Todas as manhãs de domingo, por vinte anos, segue a mesma rotina e, dando-se duas horas para sair de casa, ficar sentado durante o culto numa igreja e voltar para casa, gastou mais de 170 dias de 12 horas com este exercício de futilidade.
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domingo, janeiro 31, 2010
A TRAGÉDIA DA ATIVIDADE RELIGIOSA DESPERDIÇADA - A. W.Tozer
Provavelmente não há outro campo de actividade humana em que haja tanto desperdício como no campo da religião. É inteiramente possível desperdiçar uma hora na igreja, e mesmo numa reunião de oração. Não devemos esquecer-nos de que uma pessoa pode frequentar uma igreja a vida toda, sem que a sua vida melhore em nada. Na igreja de tipo comum, em que ouvimos as mesmas orações repetidas todos os domingos, ano após ano, pode-se suspeitar que não há a mais remota expectativa de que venham a ser respondidas. A impressão que se tem é que basta que tenham sido verbalizadas. A frase familiar, o tom religioso, as palavras carregadas de emoção têm o seu efeito superficial e temporário, mas o adorador não fica mais perto de Deus, nem moralmente melhor, nem mais seguro do céu do que antes. Todas as manhãs de domingo, por vinte anos, segue a mesma rotina e, dando-se duas horas para sair de casa, ficar sentado durante o culto numa igreja e voltar para casa, gastou mais de 170 dias de 12 horas com este exercício de futilidade.
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quarta-feira, janeiro 06, 2010
- - A graça de VER e o escritor JOSÉ SARAMAGO - -
José Saramago (escritor português, prêmio Nobel de Literatura, nascido em 16.Nov.1922, em Azinhaga, Portugal) escreve em “ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA”, um de seus “best-seller’s” : “se tu pudesses ver o que eu sou obrigado a ver, quererias estar cego”. Saramago sugere que, num mundo onde todos estão cegos, a visão passa perto de ser uma maldição.
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